Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
  • Acessibilidade
  • Alto Contraste
  • Mapa do Site
  • PortugueseEnglishSpanishChinese (Simplified)FrenchGermanItalian
Página Inicial > Notícias > Professora do Campus Pedreiras organiza livro sobre estigmatizados sociais
Início do conteúdo da página Notícias

Professora do Campus Pedreiras organiza livro sobre estigmatizados sociais

A ideia é que o “Caderno de Bolsa” seja um espaço para jovens pesquisadores e surjam outros volumes.
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 15/06/2020 17h14
  • última modificação 17/06/2020 23h04

A professora de História e coordenadora geral do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Pedreiras, Nila Michele Bastos Santos, organizou a publicação do livro “Caderno de Bolsa”, com a temática “Imagens da Estigmatização”, lançado em formato de e-book pela Editora IFMA.

A publicação é fruto do esforço conjunto dos primeiros bolsistas CNPq/IFMA do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Pedreiras e dos projetos de pesquisas da coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas NEABI/IFMA Campus Pedreiras, a professora Nila Santos.

O livro teve financiamento do Instituto Federal do Maranhão, por meio do Programa de Incentivo a Projetos de Pesquisa Científica, com o apoio da Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (PRPGI).

Na apresentação do e-book, a professora Nila Santos enumera alguns dos desafios e percalços que cruzaram seu caminho durante a realização do trabalho. A questão do ensino das ciências humanas – em especial o ensino de História – que passa por um momento de ataque público, propostas políticas como “escola sem partido”, proibições para discutir a “perspectiva de gênero”, invisibilização das questões étnico-raciais e a própria “Reforma do Ensino Médio”. Tudo isso, disse ela, “demonstra um desejo de segregar e marginalizar grupos que já são historicamente minorizados”.

Para a organizadora do “Caderno de Bolsa”, vivemos um processo de desmonte da educação crítica. “As classes dominantes se negam a aceitar os espaços conquistados pelos até então oprimidos e segregados e buscam formas “legais” para impedir seu desenvolvimento”, analisa.

Ainda no texto introdutório, a coordenadora dos bolsistas afirma que para superar a perpetuação dos preconceitos e das desigualdades – de todos os tipos – é necessária uma educação crítica e libertadora, portanto, “imergir na pesquisa para as desconstruções de padrões e estigmas é extremamente necessário”, ressaltou.

Esta primeira edição do “Caderno de Bolsa” trabalha o tema “Imagens da Estigmatização”. Todo o conteúdo foi elaborado e construído pelos bolsistas e voluntários dos projetos de pesquisas. Em seus estudos, eles notaram como, ao longo do tempo, os padrões sociais foram construídos sempre colocando à margem àqueles que não seguiam ou não podiam seguir o modelo social determinado.

“Pensemos nas situações de pobres, negros, imigrantes, indígenas, mulheres, homossexuais, como um exemplo de grupos estigmatizados. Ao ser categorizados enquanto tais passam automaticamente a serem percebidos como sujos, criminosos, indesejáveis, preguiçosos, incapazes, anormais e, principalmente, como uma ameaça a ser controlada”, esclarece Nila Santos.

Os autores desta obra são jovens alunos e alunas do Ensino Médio Técnico Integrado que compreendem como os estigmas sociais são criados e como os preconceitos são frutos de relações de poder. A melhor forma de combater esses estigmas e preconceitos, segunda Nila, é compreender e conhecer o grupo que está sendo inferiorizado. “Entender que os estereótipos que lhes são atribuídos são frutos de processos históricos, culturalmente construídos a partir de relações de poder”, conclui.

Destrinchando o livro: artigo por artigo   

O primeiro artigo, intitulado “O Desenrolar da sociedade escravista na colônia brasileira”, de autoria dos alunos Victor Wagner da Costa Soares e Laysla Eduarda dos Santos Lopes, traz informações e esclarece dúvidas acerca da escravidão entre os séculos XVIII e XIX no Brasil, além de mostrar que os escravos foram um dos principais pilares na construção da sociedade brasileira fruto de relações conflituosas e de negociações causadas pela própria proximidade entre os indivíduos.

No segundo artigo, intitulado Afrofuturismo e suas diversidades, o autor Pedro Lucas Alcântara Oliveira objetiva compreender e demonstrar a importância do afrofuturismo, um gênero artístico revolucionário que mescla a cultura africana com ficção científica na luta para combater todo tipo de racismo e preconceito que ainda persiste nas sociedades contemporâneas.

No terceiro artigo, intitulado ATREVIDA: as representações de gênero na revista para adolescentes do final do século XX, a autora Silvana Maranhão Lucas, discute a “Revista Atrevida”, impresso do final do século XX, cujo público alvo era as adolescentes. O objetivo é analisar, principalmente, as formas utilizadas pela revista para influenciar comportamentos e mentalidades de suas leitoras. Silvana aponta, ainda, como persistem os padrões que determinam nossa maneira de agir e pensar de acordo com o gênero, e a não consonância com esse acarreta exclusão e inferiorização. Demonstrar como esses padrões são construídos pode ser o primeiro passo para as aceitações das diferenças e da diversidade.

O quarto artigo, intitulado A Dinâmica e as afetividades na sociedade escravista do Brasil colonial, é de autoria dos alunos Victor Wagner da Costa Soares e Laysla Eduarda dos Santos Lopes. Neste artigo, os autores analisam uma parte das interações existentes entre os sujeitos do Brasil Colônia evidenciando o Maranhão, de modo a compreender, principalmente, as relações senhor/escravo, a partir da análise de testamentos do período setecentista nessa região, procurando fazer uma distinção entre os diferentes tipos de afetividades manifestados na documentação, nem sempre positivos.

Para baixar o e-book, clique AQUI.

Fim do conteúdo da página