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Campus Pedreiras produz e doa máscaras para área da saúde

Na segunda-feira 27, aniversário de Pedreiras, foram entregues as primeiras 40 unidades
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 29/04/2020 16h41
  • última modificação 29/04/2020 16h50

Os servidores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Pedreiras dedicam-se em uma força tarefa para produzir equipamentos essenciais, os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), para os que trabalham nos estabelecimentos de saúde da região do Médio Mearim. Diante da escassez destes itens no mercado e necessidade de utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) por profissionais de saúde, a iniciativa contribui no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

O Campus Pedreiras optou pelo modelo de proteção facial do tipo face shield.

Entre os EPIs utilizados pelos profissionais da saúde, os servidores estão fabricando um modelo de protetor facial também conhecido como face shield. Uma de suas grandes vantagens é a barreira física que ele cria, ao proteger o rosto de cada profissional atuante na linha de frente, seguindo os padrões aprovados pela Anvisa e Ministério da Saúde. O EPI tem uma parte da sua produção feita na impressora 3D do IFMA Campus Pedreiras. Um modelo 3D computacional passa por um software de fatiamento e em seguida é inicializada a impressão 3D. O objeto impresso é uma tiara onde é colocada uma folha de acetato, ficando assim pronto para utilização.

José Cardoso (à esquerda) e Victor Hugo (de branco): doação das máscaras para a Secretaria de Saúde Municipal

A iniciativa e coordenação do trabalho é do Técnico de Laboratório de Mecânica, Victor Hugo Barbosa Santos, Engenheiro Mecânico pelo IFMA, mais a participação dos servidores Nadyelle Elias Santos Alencar, enfermeira do Campus Pedreiras e membro do Comitê Local no Campus Pedreiras para definição de estratégias de prevenção ao avanço do Coronavírus (COVID-19); a professora de História, Nila Michele, o representante da Fábrica de Inovação do IFMA, Daniel Lima; e o diretor geral do Campus Pedreiras, professor José Cardoso de Souza Filho, além do apoio também do Campus Caxias.

“Nessa ação houve a colaboração do setor empresarial na pessoa do Gilmárcio Saturnino e da 1ª Vara de Pedreiras, pelo Juiz Marco Adriano Fonsêca, e os servidores do campus. Isso serviu como motivação para ajudar os profissionais que atuam na linha de frente no combate à COVID-19, já que há uma carência de EPIs”, reflete Victor Hugo.

O Campus Pedreiras possui uma impressora 3D, continua a explicar Victor, “o equipamento faz parte da minha área de trabalho, uma das questões técnicas é a limitação da área de impressão, no começo essa foi a maior dificuldade, até encontrar um modelo que fosse viável para a produção. Outra grande dificuldade foi encontrar no mercado o material transparente (acetato), em parceria com o grupo Makers MA, a primeira entrega foi concretizada”, relembra Victor Hugo.

O grupo Makers MA contra a Covid-19 tem o apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e trabalha em quatro linhas de produção – face shields; máscaras equivalentes à N95 (modelo indicado para a proteção contra o vírus), em fase de teste e validação; automatização de ambu (aparelho utilizado na ventilação de pacientes); e construção de ventilador mecânico (ainda em fase de projeto). São 10 organizadores diretos, cerca de 40 pessoas imprimindo em home office e mais 80 envolvidos no total. São ainda 15 instituições parceiras, como o IFMA, e outras instituições de ensino públicas e privadas.

O primeiro lote de protetores faciais produzidos foi entregue durante a solenidade de hasteamento das bandeiras, na manhã da segunda-feira 27 de abril, em comemoração aos 100 anos de emancipação da cidade de Pedreiras, realizada no Palácio Municipal. O Diretor do Instituto Federal do Maranhão – Campus Pedreiras, o Professor José Cardoso de Souza Filho, e o servidor Victor Hugo entregaram a biomédica Sarah Macêdo, da Secretaria Municipal de Saúde, 40 unidades dos protetores faciais. A fabricação continuará para atender o máximo possíveis de profissionais que precisam na região de abrangência do campus. “Eu trabalho diariamente sozinho no laboratório respeitando as recomendações das autoridades de saúde, enquanto a impressão acontece, vou lixando as tiaras, cortando o acetato e só então é feita a montagem. Os membros da equipe discutem as ideias e tomamos as decisões de forma remota e em determinado casos é que marcamos o encontro presencial, com o aumento da demanda outros servidores participarão”, detalha Victor Hugo.

“O IFMA Campus Pedreiras apresenta-se como protagonista de ação ao combate ao Covid-19 em Pedreiras, produzindo e doando à Secretaria de Saúde do Município, um dos mais importantes itens de EPIs, denominados protetores faciais. Destinam-se, principalmente, para aqueles que mais necessitam, porque mais se expõem ao contágio que são os profissionais da Saúde: Médicos, Enfermeiras e Auxiliares. Parabéns ao servidor do Campus Pedreiras, Victor Hugo, precursor e executor desse projeto. Projeto este que por iniciativa voluntária e proativa deste servidor toma forma e relevância social a favor da proteção contra a Pandemia no Município e Região”, ressaltou o professor José Cardoso.

O médico plantonista do Hospital Geral da cidade de Pedreiras, doutor Luan Cardoso Baía de Souza, foi o primeiro médico a usar o protetor facial produzido pelo IFMA. Para ele, o equipamento é excelente e amplia a proteção diante da escassez desse produto no mercado. “Parabenizo a inciativa do Campus Pedreiras”.

A enfermeira Iris Mendes e a face shield

A enfermeira Iris Mendes do Hospital Geral e Maternidade de Pedreiras também recebeu o protetor. “Quando formamos, fazemos um juramento de salvar vidas acima de tudo e mesmo assim escolhemos a nossa profissão, mas hoje a gente trabalha com medo, porque é uma coisa muito nova para todo mundo. Como enfermeira, sou responsável por prestar assistência humanizada aos pacientes, promovendo o cuidado a todos que necessitam… e essa posição de linha de frente é muito exposta, pois o fluxo de pessoas entrando e saindo de um hospital é muito grande e é muito incerto quem está infectado ou não”, expõe.

Por conta exatamente da natureza da atividade, continua Iris, “para a nossa segurança e também de outros pacientes não infectados utilizamos EPIs, mas os equipamentos disponibilizados nem sempre protegem o suficiente. Sou muito grata aos profissionais e empresas que estão diante desse projeto produzindo as máscaras faciais que reforçam a eficácia das máscaras comuns. Desde que recebi a minha máscara de proteção facial tenho me sentido mais protegida e segura ao cuidar dos meus pacientes”, conclui.

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