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Alunos do campus participam de encontro de NEAB e NEABIs

Evento ocorreu nos dias 18 e 19 de novembro, no Campus Satuba do IFAL.
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 07/11/2019 11h04
  • última modificação 07/11/2019 11h04

Um grupo de 14 estudantes do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Pedreiras participou do 5º Encontro Nacional de Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (NEAB), Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) e grupos correlatos da Rede Federal de Educação Profissional Tecnológica (ENNEABI). Com o tema “Lutas e Resistências Contemporâneas das Populações quilombolas, negras e indígenas”, o evento, que reuniu alunos de vários Institutos Federais do país, ocorreu nos dias 18 e 19 de novembro, no Campus Satuba do Instituto Federal do Alagoas (IFAL).

Os estudantes do IFMA Campus Pedreiras apresentaram 14 trabalhos durante o evento, buscando contribuir para a construção científica em ciências humanas do país. A delegação do IFMA também contou com alunos do Campus Buriticupu.

A cerimônia de abertura do encontro reuniu pesquisadores em estudos afro-brasileiros e indígenas, além de autoridades locais. A palestra de abertura, sobre “Reexistência: Letramentos e modos de ler o mundo”, foi apresentada pela professora Dra. Ana Lúcia Silva Souza, do Instituto Federal da Bahia (IFBA), que discutiu sobre racismo. Duran  te a apresentação, ela declarou que “não basta ser não-racista, mas é preciso ser antirracista”, ou seja, não é suficiente dizer ser contrário ao racismo, mas agir contra ele. A estudiosa também estimulou os participantes a repensar as diferentes maneiras de entender o mundo visibilizando negros, afro-brasileiros, mulheres, indígenas e grupos que segunda ela, são, em maioria, inferiorizados pela sociedade. Ao término da palestra, foi aberta sessão para perguntas e comentários, com participação dos alunos do IFMA.

A aluna Fernanda Nery, do IFMA Campus Pedreiras, estudante do módulo II do curso técnico em Eletromecânica, foi uma das pessoas que comentaram. “Foi de grande importância para mim entender essa reafirmação e essa reexistência, o que foi muito importante para meu projeto [de pesquisa], para reafirmar a identidade de Maria Firmina dos Reis, como mulher negra, a primeira romancista do Brasil (…). Quando eu comentei, a professora Ana Lúcia se impressionou muito por eu ser uma adolescente de 16 anos que tinha conhecimento sobre a autora, e isso, para mim, contribuiu muito por que senti que estava no caminho certo, que estava no caminho de reafirmação e estava mostrando aos jovens que a identidade negra é sim importante. E aprendi um termo novo para reafirmar essa identidade”, disse.

Na tarde do primeiro dia do encontro, o evento contou com diversas oficinas onde os participantes puderam repartir experiências, absorver e construir conhecimentos, e também variadas exposições e feiras, além de diversas apresentações artísticas e culturais ao longo do dia.

A aluna Samyra Kelly, estudante do módulo IV do curso técnico em Eletromecânica Integrado ao Ensino Médio no Campus Pedreiras, conta que “foi uma experiência inesquecível. O 5° ENNEABI foi a primeira chance que eu tive de sair do Estado para apresentar um trabalho acadêmico, e também minha única chance de assistir a trabalhos que de outra forma eu não teria como. A oficina que eu acabei participando foi muito informativa e também bastante interativa, juntando professores e alunos, tanto do IFMA Campus Pedreiras quanto do IFAL Campus Satuba, e montando um ambiente tranquilo onde aprendemos sobre Saúde e Ancestralidade”.

No dia 19, a manhã se iniciou com uma visita à Serra da Barriga, local onde ficava o Quilombo do Palmares, por volta do século XVI e XVII, e que foi de extrema importância para a história de país, uma vez como ainda hoje é reconhecido com símbolo de resistência na luta contra o preconceito. Atualmente, o local tornou-se o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. À tarde, houve, além de apresentações artísticas e culturais, as comunicações orais e apresentação de pôsteres, seguindo com a plenária final.

Os trabalhos apresentados pelos estudantes do Campus Pedreiras trataram de temas voltados para a população negra, indígena e quilombola, além de discussões sobre gênero.

A aluna Vitória Regina, do curso técnico em Petróleo e Gás, comentou sobre a participação no evento. “Foi bastante gratificante pois percebemos que faz-se necessário termos voz para que possamos lutar pela diversidade, para que haja a equidade. As comunicações orais nos possibilitaram ouvir relatos de jovens pesquisadores. E isso nos trouxe estímulos para que possamos deixar marcas de fortalecimento contra qualquer tipo de preconceito”, disse.

O estudante Leonardo Melo, do curso técnico em Eletromecânica Integrado ao Ensino Médio, destacou a importância do encontro. “O Enneabi é um evento que nos dá a oportunidade de adquirir uma infinidade de conhecimentos novos. Além de aumentar o protagonismo científico de nós, jovens do ensino médio. O evento nos proporcionou oficinas maravilhosas, nas quais ocorreram ótimas discussões”.

Já o professor de filosofia do IFMA Pedreiras, Gláucio Cunha, acredita que “um evento do porte do Enneabi é essencial pra fortalecer a luta contra a invisibilidade de uma temática tão urgente como esta da ‘Lutas e resistências contemporâneas das populações Quilombolas, Negras e Indígenas”. Ele também ressaltou a participação dos alunos do campus. “Nossos alunos foram verdadeiros protagonistas no evento, nas oficinas, nos questionamentos pertinentes e principalmente nas 14 apresentações, bastante elogiadas diga-se de passagem. Isso só mostra o quanto o Campus Pedreiras tem a crescer e que os nossos alunos podem sim fazer ciência, se tiverem o devido apoio. Foi um evento brilhante e com uma participação igualmente brilhante dos nossos alunos. Estão todos de parabéns e eu estou muito orgulhoso da nossa equipe”.

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